Fim de ano é um momento normalmente muito reflexivo, que repensamos o que fizemos e o que queremos para o futuro, para os próximos 12 meses que se seguirão. E há até aqueles em que a angústia quase mata a esperança de que o próximo ano vai ser melhor.Novos planos se constroem, promessas de abandonar velhos hábitos, expectativas de ascender profissionalmente, encontrar ou consertar um grande amor.
E é nesse tempo em que a televisão só mostra o aumento das compras no Saara e na 25 de março, que as crianças que ainda acreditam em Papai Noel esperam seus presentes, ansiosas ainda deslumbram-se com as árvores de Natal e em cada casa da mais miserável (onde o Papai Noel não visita) até a mais rica, onde a abundância material escorre, a esperança é sempre inevitável.Esperança da vida melhorar, afinal de contas, é Natal, a família está reunida e todos se amam mais intensamente.
Mas especialmente nesse fim de ano, tenho pensado muito no verdadeiro significado dessa data, que é o nascimento de um dos homens mais iluminados e revolucionários do planeta, Jesus.E o legado que pode até ser questionado, mas muito solidário que ele deixou foi a lei do amor.
Amor, não é amar a família, o namorado e quem te agrada. É também, por que afinal, aprende-se nos divãs que amor também é troca e temos que estar satisfeitos com nossas companhias, esse é um fato inegável.
Diferente de amar a quem não tem como retribuir, por que não consegue. Amar aqueles que expressam apenas através de um sorriso velho e cansado.Amar a quem não se conhece, esse amor revela o amor de Jesus em nossos corações.
Uma palavra bem escolhida, um carinho breve para todos que estão a minha volta. Esse é o meu verdadeiro espírito natalino.Não é necessário um grande trenó para encher de presentes as crianças carentes, doar roupas usadas para a Igreja. Basta um gesto, para que o espírito se revele.Basta uma ação singela e terna, para tornar um coração mais feliz.
Minha intenção ao escrever esse texto era falar de como estou me sentindo velha, cascuda e até feia com tanta reflexão, abrindo a caixa das fotos, abrindo o armário das lembranças de tempos em que tudo parecia ser mais fácil e bonito. Mas a minha vaidade, que é um sustentáculo de minha natureza, nesses instantes foi vencida por esse sentimento maior.
Nunca sei o que vou escrever mesmo, a mente pensa rápido demais e as frases já estão prontas para serem descobertas...
Acho que a caixa de lembranças vai ser outro texto, me enganei com o título.
sábado, 19 de dezembro de 2009
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